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Nova fábrica de papel da Portucel decisiva nos lucros de 2010

03.02.11. O aumento da produção de papel na nova fábrica da Portucel em Setúbal contribuiu decisivamente para o “forte crescimento” do grupo em 2010, anunciou a empresa em comunicado. De acordo com a análise de resultados apresentada, a Portucel obteve lucros na ordem dos 210,6 milhões de euros em 2010, cerca do dobro do obtido em 2009. Recorde-se que a nova fábrica de papel de Setúbal foi inaugurada em Novembro de 2009. Nessa altura, o grupo Portucel anunciou deter “a maior e mais sofisticada máquina do mundo”, um investimento de 550 milhões de euros acrescido da promessa de “350 postos de trabalhos altamente qualificados”.

No comunicado da Portucel referente aos resultados de 2010 pode ler-se que “o volume de negócios cresceu 25,6 por cento, para cerca de 1,4 mil milhões de euros”. A maior fatia deste valor corresponde às vendas de papéis finos não revestidos (UWF), que atingiram perto de 1,1 mil milhões de euros. A quota da Portucel no mercado europeu de papel UWF atinge os 15 por cento. A nível global, a empresa registou um aumento das exportações em 25 por cento, para cerca de 1,2 mil milhões de euros. De acordo com a mesma fonte, este valor “representa 3 por cento das exportações de bens nacionais”.

Do lado dos custos, a Portucel destaca o aumento do volume de madeira certificada e um incremento nos custos com pessoal, o qual “resulta essencialmente das admissões feitas para a nova fábrica de papel”. Apesar disso, a empresa conseguiu um EBITDA de 400,2 mil milhões de euros, superior em 80,1 por cento ao registado em 2009. O EBITDA é o resultado antes da dedução de juros, impostos, depreciação e amortizações.

A empresa encara o ano de 2011 de forma “prudente”. O fraco crescimento económico na Europa e países periféricos da zona euro, importantes mercados para a Portucel, podem “influenciar negativamente o consumo”, antevê o grupo. O desemprego elevado na Europa e Estados Unidos penaliza o consumo de papel de escritório, segmento que representa metade do volume de vendas do grupo. A entrada em funcionamento de novas fábricas de papel na Ásia é outra dor de cabeça para o gigante do papel em Portugal, sobretudo se “a taxa de câmbio Euro/Dólar registar uma evolução desfavorável aos produtores europeus”. Por decidir está ainda a “possibilidade de expansão internacional no hemisfério sul”.

 

setubalnarede.pt

Portugueses e brasileiros fabricam primeiros transístores de papel do mundo

02.02.11.  Os primeiros transístores de papel do mundo vão começar a ser fabricados por um consórcio que envolve a Universidade Nova de Lisboa (UNL), a Universidade de São Paulo (USP) e a Suzano - Papel e Celulose, a segunda maior produtora de celulose de eucalipto do Planeta.

A UNL participa neste projeto através do Centro de Investigação de Materiais (Cenimat) da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), dirigido por Elvira Fortunado, e a USP através do Instituto de Física de São Carlos.

Concretamente, o projeto pretende determinar as propriedades físico-químicas de 30 amostras de diferentes papéis da Suzano, bem como a suas correlações com as propriedades eletrónicas dos transístores produzidos, tendo como substrato filmes desses papéis.

O objetivo é "otimizar o papel para aplicações eletrónicas", adianta Elvira Fortunato. Até agora a equipa do Cenimat tem usado o vulgar papel de escrita ou de fotocópia nas suas experiências com transístores e memórias de papel, que inventou em 2008.

Baterias de papel para telemóveis


Mais recentemente, os investigadores da FCT, liderados por esta cientista e pelo marido, Rodrigo Martins, inventaram baterias em papel que podem ser usadas em telemóveis, computadores, tablets, consolas de jogos, kits de diagnóstico e todo o tipo de dispositivos eletrónicos.

O papel usado nas baterias, nos transístores ou nas memórias pode ser reciclado, mas para ser eficiente nas aplicações eletrónicas tem de possuir algumas propriedades específicas "no acabamento superficial, composição química, alinhamento das fibras e níveis de porosidade", explica Elvira Fortunato.

As baterias agora inventadas são carregadas pelo vapor de água existente na atmosfera, na rua ou em casa, desde que a percentagem de humidade do ar esteja acima dos 40%, o que se verifica durante todo o ano nos países de clima temperado húmido, tropical húmido e boreal, e durante a maior parte do ano nos países de clima mediterrânico.

Abaixo dos 40%, o carregamento poderá ser feito em locais fechados com níveis de humidade elevados, como o WC quando estamos a tomar banho e outros ambientes artificiais. O papel usado pelas baterias pode ser reciclado.

Biobaterias carregadas por suor e plasma sanguíneo


Ao mesmo tempo, os investigadores Isabel Ferreira, João Paulo Borges e Ana Baptista, do Departamento de Ciência dos Materiais da FCT, inventaram biobaterias baseadas numa membrana (separador) feita a partir de um derivado de celulose, que são carregadas por fluidos do corpo humano, como o suor e o plasma sanguíneo.

As biobaterias destinam-se a alimentar dispositivos eletrónicos implantados no interior do corpo humano, como pacemakers e outras aplicações que neste momento se encontram ainda na fase de investigação. É o caso da pele eletrónica para monitorização permanente dos sintomas de várias doenças, como os níveis de açúcar na diabetes.

As duas invenções vão ser divulgadas em breve em dois artigos publicados nos conhecidos jornais científicos "Electrochimica Acta" (baterias de papel) e "Biosensors and Bioelectronics" (biobaterias).

Telemóveis, computadores e tablets em papel


"O nosso objetivo final é fabricar todos os dispositivos eletrónicos em e com papel, incluindo os ecrãs interativos", explica Isabel Ferreira, membro da equipa de investigadores da FCT e a primeira a assinar o artigo a publicar na "Electrochimica Acta".

Isabel Ferreira acrescenta que "não faz sentido ter telemóveis como os atuais com baterias em papel, assim como também não faz sentido ter transístores em papel alimentados por baterias clássicas".

A equipa de cientistas do Departamento de Ciência dos Materiais da FCT foi a mesma que inventou em 2008 os primeiros transístores de papel e as primeiras memórias de papel, substituindo com sucesso o silício por este material para a maioria das aplicações eletrónicas disponíveis.

Imprimir transístores, memórias, baterias, ecrãs ...


No fundo, trata-se de "transformar as árvores, com alguns aditivos, em dispositivos eletrónicos capazes de substituir o silício, e de tirar partido das enormes vantagens da eletrónica impressa, que permite fabricar qualquer dispositivo eletrónico por impressão direta a jato de tinta, sem a necessidade de qualquer processo litográfico, como acontece com o silício", esclarece Elvira Fortunato.

Mas o que falta para fabricar qualquer dispositivo eletrónico em papel? "Depois dos transístores, das memórias e das baterias, faltam dois elementos fundamentais: como processar folhas de papel com diferentes funções na sua superfície, e como conceber dispositivos CMOS que permitam o fabrico de circuitos integrados complexos", esclarece Rodrigo Martins.

Projeto europeu nos ecrãs de papel


No que diz respeito aos ecrãs (displays), os cientistas portugueses estão envolvidos num projeto europeu chamado APPLE (Autonomous Printed Paper products for functional Labels and Electronics), que será lançado em breve, e que é coordenado pelo Centro Técnico do Papel, na Universidade de Grenoble (França). Envolve 12 instituições e empresas de vários países europeus, e a coordenação científica pertence a Rodrigo Martins e Elvira Fortunato.

CMOS (complementary metal-oxide-semiconductor) é uma tecnologia aplicada na fabricação de circuitos integrados, que reduz bastante o consumo de energia. É usada em microprocessadores, microcontroladores, memórias RAM, sensores de imagem e outros dispositivos, mas ainda não surgiram alternativas em que o silício seja substituído pelo papel. "Estamos a trabalhar nelas", afirma Rodrigo Martins.

Quando surgirem, o silício deixará de ser necessário? "O silício será sempre necessário, especialmente nas aplicações de elevada potência e nos microprocessadores ultrarrápidos, a chamada eletrónica ultrarrápida e de potência, onde os dispositivos atingem temperaturas elevadas que são incompatíveis com o uso de papel", clarifica Isabel Ferreira.

Essa é, aliás, uma das razões que explica por que motivo as baterias de automóvel não poderão ser fabricadas em papel num futuro próximo. Mas a celulose prepara-se para invadir em força o mundo das aplicações de baixa potência.

É mais do que uma revolução, é uma disrupção, iniciada com a produção, em 2008, do primeiro transístor de papel do mundo, nos laboratórios da Universidade Nova de Lisboa, lançando uma era completamente nova.

aeiou.expresso.pt

Lucros da Portucel terão quase duplicado em 2010

27.01.11. A empresa liderada por José Honório apresenta as suas contas relativas a 2010 na próxima segunda-feira, depois do fecho do mercado.

O analista Francisco Sequeira espera “que a Portucel apresente um conjunto de resultados neutral”, sublinhando que o último trimestre terá sido afectado pelos preços mais elevados do papel, pela subida do euro/dólar e pela sazonalidade.

O banco estima que, no ano passado, os resultados líquidos da Portucel tenham ascendido a 206 milhões de euros, mais de 96% do que em 2009. Já as receitas terão crescido 24% para os 1.361 milhões de euros, enquanto o EBITDA terá subido 77% para os 393 milhões de euros.

No quarto trimestre, as receitas terão subido 23% para os 357 milhões de euros, a reflectir a subida dos preços do papel e pelo aumento da produção da nova máquina de papel, o que terá sido “parcialmente compensado” pela subida de 5% do euro face ao dólar.

O EBITDA estima-se que tenha aumentado 54% para os 105 milhões de euros. Os lucros terão ascendido a 52 milhões de euros, mais 60% do que no período homólogo.

O banco de investimento tem a empresa sob revisão. As acções da papeleira sobem 0,74% para os 2,447 euros.

 

JN

Portucel mantém Brasil em estudo

31.01.11. Grupo papeleiro português diz que prossegue os estudos para a concretização de projecto integrado de produção florestal, de pasta e energia.

A Portucel, maior grupo português de produção de pasta e papel, mantém o mercado brasileiro sob análise, estando numa fase de estudos para um futuro investimento na produção florestal, de pasta e de energia.

"No Brasil, foi assinado um protocolo com o Estado de Mato Grosso do Sul, prosseguindo-se os estudos requeridos para a concretização de um projecto integrado de produção florestal, de pasta e de energia", explica a Portucel no relatório e contas de 2010, sem mais detalhes sobre a análise no mercado brasileiro, que se arrasta há mais de dois anos.

O Brasil não é, porém, o único foco de atenções da Portucel fora de Portugal. Uruguai e Moçambique estão igualmente no leque de oportunidades de investimento do grupo luso.

No Uruguai, a Portucel assinou um memorando de entendimento com o governo para a
concretização de um projecto de investimento neste país. "A sequência deste dossiê está dependente de desenvolvimentos no campo logístico, em especial da construção de um porto de águas profundas", refere a Portucel.

Paralelamente, em Moçambique, após aprovação pelo governo de uma concessão de 173 mil hectares de terreno na Província da Zambézia, que deverão ser complementados com uma área adicional de 220 mil hectares em Manica, o grupo está a desenvolver um conjunto de estudos de viabilidade industrial e logística com vista à concretização de um projecto integrado de produção florestal, de pasta e de energia.

No que respeita ao Brasil, o interesse da Portucel leva já mais de dois anos. Em setembro de 2008, conforme o Portugal Digital então noticiou, o grupo português já estava a negociar a compra de terrenos no Mato Grosso do Sul.

Fonte do governo estadual referia que a Portucel iria precisar de 200 mil hectares, dos quais 125 mil numa fase inicial.

Desde então a Portucel tem mantido o Brasil como uma oportunidade de negócio, mas sem garantir que aí fará os investimentos. Em outubro de 2009 o grupo português constituiu uma nova subsidiária, a Portucel Florestal Brasil, para encabeçar "os investimentos que o grupo venha a decidir levar a cabo naquele país", conforme se lia num relatório do grupo.

 

Portugaldigital.com

Global sawlog prices in the 3Q 2010 were almost back up to pre-crisis levels, reports the Wood Resource Quarterly

24.01.11. Sawlog costs for many sawmills around the world went up during 2010, and the Global Sawlog Price Index reached the highest level in over two years in the 3Q/10, according to the Wood Resource Quarterly.

The biggest wood price increases occurred in Western US, Germany, Sweden and Northwest Russia.

Seattle, USA. Sawlog prices have trended upward in almost all regions of the world for the past two years.

The Global Sawlog Price Index (GSPI) reached $80.88/m3 in the 3Q/10, which was the highest level since the beginning of the financial crisis in late 2008, according to the Wood Resource Quarterly. The Index, which is based on prices for logs being processed into construction and better-grade lumber, is a weighted average of sawlogs traded in the open market in 19 key regions worldwide. The GSPI for the 3Q/10 was up 4.8 percent from the previous quarter, which is actually one of the largest quarter-to-quarter increases in 15 years. Compared to a year earlier, the GSPI was 12.8 percent higher. The price increases are partly the result of a weakening US dollar, but log prices have also gone up in the local currencies in most regions.

Western and Eastern Canada are the only two regions that currently have lower log costs in the local currency than a year ago. The biggest increases occurred in the US Northwest (+43%), Germany (+28%), Sweden (+24%) and Northwest Russia (22%). Sawmills in North America, Latin America and Oceania generally have lower costs for wood raw-material than do sawmills in Europe and Japan. The lowest sawlog costs in 2010 were found in Western Canada, Chile and Northwest Russia, while Austria, Germany, Japan and China stand out as the high-cost countries of the world.

These regions have been on the high-end of the price spectrum ever since WRQ started tracking sawlog prices in 1995. The biggest change over the past decade has occurred in Brazil. Ten years ago, sawmills in Brazil had by far the lowest log costs in the world, according to Wood Resource Quarterly.

This has changed in recent years, with prices rising closer to the global average. Just in the past two years, log prices have gone up 23 percent in the country. Not all of the increase has been the result of the higher costs in the local Brazilian Real; some is due to the strengthening of the Brazilian currency against the US dollar.

Global timber market reporting is included in the 52-page quarterly publication Wood Resource Quarterly. The report, established in 1988 and with subscribers in over 25 countries, tracks sawlog, pulpwood, lumber and pellet prices and market developments in most key regions around the world.

Hakan Ekstrom 

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